Dia Internacional do Rádio: e muitas histórias para contar

– Rádio Vaticano, ao se referir ao Dia Internacional do Rádio, cita a importância do padre Landell de Moura –

Esta segunda-feira, 13 de fevereiro, é uma data muito importante a ser celebrada pela imprensa radiofônica em todos os países. É a primeira vez que se comemora o Dia Mundial da Rádio.
A data foi aprovada e instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura em 03 de novembro do ano passado. Para a agência da Onu, essa é uma ocasião para incrementar a cooperação entre as redes internacionais de rádio e promover maior acesso à informação por meio desse veículo, incluindo aqui as rádios comunitárias.

É uma oportunidade para chamar atenção para o valor do rádio, que ainda é o melhor meio para alcançar a mais ampla audiência, afirma a Unesco em seu site.

Mas vamos conhecer um pouquinho mais dessa história:

Essa história está marcada em seu início por três nomes principais: Michael Faraday, James Maxwell e Henrich Rudolph Hertz. Então vamos lá:

Michael Faraday foi um cientista inglês que, em 1831, descobriu a indução magnética. Ele inspirou, mais tarde, James Maxwell, escocês que, em 1864, demonstrou que as forças elétricas e magnéticas têm a mesma natureza e que os campos eléctricos e magnéticos se propagam com a velocidade da luz.

Mas podemos dizer que tudo começou mesmo quando Enrich Rudolf Hertz, inspirado nos estudos anteriores, demonstrou na prática a existência de ondas eletromagnéticas. Era o ano de 1890, e essas ondas foram chamadas de ondas de rádio, ou “ondas hertzianas” ou “quilohertz”. Era o início da história da propagação radiofônica.

Quanto à transmissão sem fio, o pioneiro nas investigações foi um indiano, Jagdish Chandra Bose.

Contudo foi o cientista italiano Guglielmo Marconi que fundou, em Londres, a primeira companhia de rádio. Em 1896 Marconi já havia demonstrado o funcionamento de seus aparelhos de emissão e recepção de sinais na própria Inglaterra, quando percebeu a importância comercial da telegrafia. Em 1896, Marconi fez a sua primeira transmissão pública sem fio, em código Morse.

Também no Brasil o rádio via seu desenvolvimento. E temos aqui um nome em especial: Roberto Landell de Moura, um Padre gaúcho, cientista, nascido em 21 de janeiro de 1861, que construiu diversos aparelhos importantes para a história do rádio, relacionados à telefonia com e sem fio.

Em 1890, o Pe. Landell de Moura já previa em suas teses a “telegrafia sem fio”, a “radiotelefonia”, a “radiodifusão”, os “satélites de comunicações” e os “raios laser”. Dez anos mais tarde, em 1900, ele obteve do governo brasileiro a carta patente nº 3279, que lhe reconhece os méritos de pioneirismo científico, universal, na área das telecomunicações. No ano seguinte ele embarcou para os Estados Unidos e em 1904, o “The Patent Office at Washington” lhe concedeu três cartas patentes: para o telégrafo sem fio, para o telefone sem fio e para o transmissor de ondas sonoras.

Mas o primeiro programa de rádio de que se tem notícia foi transmitido nos Estados Unidos, onde Lee Forest instalou a primeira “estação-estúdio” de radiodifusão, em Nova Iorque, no ano de 1916. De lá se tem também o primeiro registro de radiojornalismo, relacionado à política: foi a transmissão das apurações eleitorais para a presidência do país.

E lá se vão 155 anos do início dessa história, 96 anos da primeira transmissão de um programa radiofônico e, claro, não poderíamos deixar de lembrar 80 anos da primeira transmissão da rádio Vaticano. Esse especial termina por aqui, mas nós esperamos continuar ainda por muitos e muitos anos transmitindo, diariamente, para vocês (ED)
http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/articolo.asp?c=562765

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