52 programas de rádios inéditos trazem manifestações de todo o país

Publicamos e-mail enviado pela colega Magaly Prado

MOSTRA NOSSA ONDA

52 PROGRAMAS DE RÁDIOS INÉDITOS TRAZEM MANIFESTAÇÕES DE TODO O PAÍS

* trabalhos foram contemplados no edital Nossa Onda

* de 17 a 19 de junho na Cinemateca Brasileira

* entrada franca

Contemplados no Concurso de Apoio à Produção de Obras Radiofônicas Inéditas, nos gêneros Radiodocumentário ou Radioconto, sobre o tema “Diversidade Cultural”, 52 programas radiofônicos inéditos são apresentados na Mostra Nossa Onda, que acontece de 17 a 19 de junho (sexta-feira a domingo), na Cinemateca Brasileira (Largo Senador Raul Cardoso 207, Vila Clementino, São Paulo), com entrada franca.

Os programas têm minutos de duração cada e abordam, na categoria radiodocumentário, temas como sustentabilidade ambiental, diversidade sexual e cultura de periferia. Já na categoria radioconto estão presentes adaptações de obras literárias e de lendas indígenas e afrobrasileiras, além histórias inéditas.

Foram selecionados, de um total de 297 projetos inscritos, todos por pessoas físicas, propostas representando o Distrito Federal e 18 Estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Eleitos por um júri formado por Luiz Artur Ferraretto, Magaly Prado e Mauro José Sá Rego Costa, os três melhores trabalhos da Mostra Nossa Onda recebem prêmios no valor de R$ 10 mil, R$ 6 mil e R$ 3 mil, respectivamente. A cerimônia de anúncio dos vencedores ocorre no dia 19/06, domingo, às 15h00.

Iniciativa do Ministério da Cultura, no âmbito do Programa Mais Cultura, por meio da Secretaria do Audiovisual e da Secretaria de Articulação Institucional, o Edital Nossa Onda conta com parceria da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária e da Sociedade Amigos da Cinemateca.

Após a Mostra Nossa Onda, os programas entram na grade de transmissão de aproximadamente 1.500 emissoras de rádio comunitárias de todo o país.

Mais informações podem ser acessadas no endereço eletrônico http://culturadigital.br/nossaonda.

*** PROGRAMAÇÃO ***

17 de junho (sexta-feira)

13h00

“A Lenda de Mirindiba” – Suelen Monteiro Piraino (Magé – RJ, 15min)

“A Musicalidade do Boi: o Boi de Mamão e a Participação dos Jovens nas Manifestações Culturais da Grande Florianópolis” – Débora Mendes Bregue Daniel (Florianópolis – SC, 15min)

“Contos Ciganos: A Roda de Rogo e o Desafio da Princesa” – Duflair Magri Barradas (Cuiabá – MT, 15min)

“O Sacy na Vila Esperança” – Haroldo Nélio Peres Campelo Filho (Goiás – GO, 15min)

“Pagode Mimbó” – Viviane Menegazzo Feitosa (Teresina – PI, 15min)

15h00

“A lenda do Menino Perdido” – Rogério Costa (Canto do Buriti – PI, 15min)

“Diversidades do Rosário” – Camila Varogh (Santa Luzia – MG, 15min)

“Dona Miltiana: a Voz que Conta e Canta a Nossa Cultura” – Edivânia Duarte (Natal – RN, 15min)

“Eclipse Anelar” – Flávia Borelli (Aracaju – SE, 15min)

“Poetas da Terra” – Ellis Regina (Taguatinga – DF, 15min)

17h00

“A Chula do Sincretismo” – Kika Serra (Rio de Janeiro – RJ, 15min)

“A Criação do Mundo Segundo a Mitologia Yorubá” – Lucas de Oliveira Garcia (Bragança Paulista – SP, 15min)

“Manos de Alá” – Luiz Carlos Lucena (São Paulo – SP, 15min)

“Os Muitos Nomes do Divino: A Religiosidade na Metrópole” – Sandro Dalla Costa (São Paulo – SP, 15min)

“Saravá Som: O Sagrado e o Profano na Música de Terreiro” – André Pinheiro (Curitiba – PR, 15min)

19h00

“Cartas a Tia Mariza” – Micheline Américo (Aldeia – Camaragibe – PE, 15min)

“Guarda-Roupa” – Mirna Spritzer (Porto Alegre – RS, 15min)

“Homem com Homem não vira Lobisomem nem Mulher com Mulher vira Jacaré” – Maya Sangawa (Salvador – BA, 15min)

“Mãe e Guerrilheira” – Pedro Santos (Florianópolis – SC, 15min)

“Os Tons do Hip Hop” – Miro Nunes (Rio de Janeiro – RJ, 15min)

21h00

“Benedito na Cidade de Pedra” – Magno Duarte (São Paulo – SP, 15min)

“Filhos da Liberdade” – Elizandra Rocha (Paço do Lumiar – MA, 15min)

“Grito Ribeirinho” – Luciana Miranda Costa (Belém – PA, 15min)

“Era uma Vez” – Zernesto Pessoa (São Paulo – SP, 15min)

“Não Deixo o Meu Cariri” – Aécio Diniz (Nova Olinda – CE, 15min)

“Nós por Nós” – Tairone Feitosa (Delmiro Gouveia – AL, 15min)

18 de junho (sábado)

13h00

“A Historia do Lago” – Maria Alice Campos (Brasília – DF, 15min)

“A Lenda de Chico Rei” – Maria Inês Amarante (São Paulo – SP, 15min)

“A Onda do Jongo em Quissamã” – Renata Busch (Rio de Janeiro – RJ, 15min)

“Mandioca Quilométrica” – Révero Ribeiro (Florianópolis – SC, 15min)

“Pedro Preguiça e as Três Caras da Morte” – Vinícuis Mazzon (Curitiba – PR, 15min)

15h00

“Colcha de Contos da Maré” – Terezinha Normandes (Rio de Janeiro – RJ, 15min)

“Embaixo da Rua Coragem” – Aline Dias (Vila Velha – ES, 15min)

“Euclides na Cidade” – Tomás Franco (Embu – SP, 15min)

“Tribos Urbanas” – Maria Claudia Guaratto (São Paulo – SP, 15min)

“Vozes de Sampa” – Eduardo Vicente (São Paulo – SP, 15min)

17h00

“A Cura” – Ronaldo Eli (Olinda – PE, 15min)

“A Misteriosa Dona do Chevette Marrom” – Walter Figueiredo (São Paulo – SP, 15min)

“A voz da Comunidade: Análise da Representação Radiofônica dos Indivíduos que Residem na Periferia” – Bruno Diniz do Rêgo Barros (Olinda – PE, 15min)

“Dia Mundial do Rock de Barra do Una” – Joy Izauri (São Paulo – SP, 15min)

“Rádio Vitrola” – Robson Timoteo (São Paulo – SP, 15min)

19h00

“Diversidade Cultural – Na Contramão do Crack” – Camila Sofia Santander (São Paulo – SP, 15min)

“Os Jovens a Rima e o Repente” – Jonathas Machado Gomes (Boa Vista – RR, 15min)

“Pablo” – Caio Gonçalves (São Paulo – SP, 15min)

“Protagonismo Juvenil, e aí?” – Camila Amaral Tavares (Piracicaba – SP, 15min)

“Solar dos Príncipes” – Sandra Silvério (São Paulo – SP, 15min)

21h00

“60 Anos de Vida Haragana em 15 Minutos de Santana” – Enilton Grill (Pelotas – RS, 15min)

“Acordeão: Instrumento da Diversidade” – Waldir Marcelino Teixeira Filho (Curitiba – PR, 15min)

“Descarrilamento Sônico” – Valter Resende (Itapecerica da Serra – SP, 15min)

“Na Onda da Música, Uma Nova Nealidade” – Jonas Alves Rocha (Taguatinga – DF, 15min)

“Pescando Sonhos” – André Rocha (Florianópolis – SC, 15min)

“Trem Tan Tan” – Tamira Marinho (Belo Horizonte – MG, 15min)

19 de junho (domingo)

15h00

Cerimônia de Premiação

*** SINOPSES ***

“60 anos de vida Haragana em 15 minutos de Santana” – Santana é um lavador de carros de 60 anos de idade que, sem auxílio algum de meios governamentais e empresariais, consegue levar músicos de renome nacional e mundial a apresentarem suas composições numa pequena cidade do interior do Brasil. Trata-se de uma reflexão sobre o preconceito cultural em relação à população excluída e, ao mesmo tempo, sobre a centralização e elitização dos meios de comunicação em geral, que têm se revelado incapazes e incompetentes para mostrar ao país importantes brasileiros – como Santana.

“A Criação do Mundo Segundo a Mitologia Iorubá” – A história aborda a visão da cultura iorubá a respeito da criação do mundo. Olorum, o deus supremo, ordena que Oxalá, seu filho, crie o mundo e todos os seres que nele habitarão. A relação entre ele e seus irmãos (Odudua e Exu), bem como a personalidade extremamente humana de cada um desses seres mitológicos é o pano de fundo para a gênese do planeta.

“A Chula do Sincretismo” – Uma visita a mestres e novatos da tradição das Folias de Reis do município de Valença (RJ), centro da chamada "região flumineira". O que vem a ser uma Folia de Reis? Até onde é sagrada, até onde é profana? É isso o que chamam de sincretismo? Uma abordagem didática e acessível sobre este aspecto recorrente da cultura popular brasileira.

“A Cura”Adaptado do conto do Mestre Griô Paraquedas, aborda o cotidiano de uma comunidade negra na periferia de Porto Alegre no final dos anos 1940. Nessa vila, Seu Alemão, um fugitivo da Segunda Guerra Mundial, é acolhido pelos demais moradores e casa-se com uma negra com quem tem um filho. Em uma noite, com o menino doente e sem recursos para chegar até um hospital, Seu Alemão presencia o poder dos rituais de cura e reza da comunidade.

“A Historia do Lago”– Adaptação do conto de Guido Mondim que narra a formação do Lago Paranoá, uma das principais referências da cidade de Brasília. Jaci – que na mitologia indígena é a lua e a deusa dos amantes – se apaixona pelo índio Paranoá acreditando que ele também é apaixonado por ela, mas descobre que ele está prometido a Brasília, filha de Tupã. A culpa acaba por transformar Paranoá num lago, sempre de braços abertos, a espera de sua amada Brasília. De tempos em tempos, Paranoá é banhado pela luz prateada de Jaci, que ao retornar aos céus, chorando orvalho, mente às estrelas, dizendo que assistiu as núpcias de Paranoá e Brasília.

“A Lenda de Chico Rei” – Baseado na lenda da tradição oral de Minas Gerais sobre Chico rei, sua história é contada a duas crianças por Seu Chico e um rapper, enquanto os protagonistas da época entram em cena para ilustrar a resistência do povo negro no Brasil e evocar a memória dos reinados da África.

“A Lenda de Mirindiba”Uma adaptação da obra “Magépe-Mirí – A Lenda da Cidade de Magé” – que carrega um misto de História e folclore indígena, valorizando a cultura brasileira – relata a história de uma índia Timbira, que se destacava entre as demais virgens da tribo devido à sua beleza. Ela vivia um grande amor; porém, em uma bela manhã, enquanto colhia amoras silvestres para levar à sua mãe, uma Jararacauaçú (jararaca grande) pica seu seio, levando-a à morte. O pajé da tribo transforma seu corpo em uma árvore, chamada Mirindiba, que a partir daí começa a ser vista pelos demais lugares do Brasil.

“A Lenda do Menino Perdido” – Através do resgate de uma velha história, o menino Joaquim, sua mãe Ana, a avó Socorro, o vaqueiro Valdivino e o encantado Caboclo das Matas revelam o poder e a magia das nossas tradições culturais. Com trilhas sonoras originais, o radioconto faz o resgate de uma lenda originária das regiões piauienses de Canto do Buriti e Pajeú do Piauí.

“A Misteriosa Dona do Chevette Marrom” – Um recorte bem humorado da experiência comunitária da Rádio Vitrola FM a partir da rotina do locutor Luisão, o "voz de veludo" da emissora. Uma misteriosa mulher anda fazendo perguntas sobre ele. Quem será essa mulher? Será uma antiga paixão de Luisão? Ele tem fortes motivos para acreditar que ela é a dona do Chevette marrom que anda rondando o bairro.

“A Musicalidade do Boi: o Boi-de-Mamão e A Participação dos Jovens nas Manifestações Culturais de Florianópolis” – Narrativa divertida sobre a história do Boi-de-Mamão, manifestação cultural bastante presente na cidade de Florianópolis (SC). Através do diálogo de duas vizinhas e dos depoimentos colhidos na comunidade, é possível refletir acerca do desenvolvimento da tradição e das práticas culturais.

“A Onda do Jongo em Quissamã” – O programa foi até o município de Quissamã, norte do estado do Rio de Janeiro, para conhecer a oitava geração de descendentes de escravos que vivem na comunidade da Fazenda Machadinha. Esses jovens preservam as tradições passadas através do jongo, manifestação cultural que veio da África. É com essa arte que envolve dança e música que eles mantêm o elo com o passado e o foco no futuro, realizando sonhos que seriam impossíveis para seus ancestrais.

“A Voz da Comunidade: Análise da Representação Radiofônica dos Indivíduos que Residem na Periferia” – Através de entrevistas feitas em duas rádios comunitárias da região metropolitana de Recife, a realidade de luta das rádios pela sobrevivência e na manutenção das tradições da comunidade a partir da divulgação de suas músicas e da mobilização da população para ações de melhorias em seus bairros. São a rádio Amnésia (situada no terreiro de Mãe Beth de Oxum, no Guadalupe, Olinda) e a Rádio Alto Falante (localizada dentro de um mercado popular no Alto José do Pinho, Recife).

“Acordeão – Instrumento da Diversidade” – Exemplo da diversidade no ambiente cultural brasileiro, O acordeão, como é instrumento de disseminação e difusão de conhecimento e veículo de expressão e manifestação da riqueza cultural.

“Benedito na Cidade de Pedra” – O radioconto narra a história de um sujeito chamado Benedito da Terra, que sai das entranhas da terra de um sertão distante e vai para uma cidade onde tudo é de pedra, inclusive as pessoas.

“Cartas a Tia Mariza” – O drama de milhões de jovens alunos homossexuais brasileiros que diariamente sofrem com o preconceito em razão de sua orientação sexual e com as conseqüências danosas em sua vida pessoal e social. A obra aborda ainda a necessidade de qualificação para educadores/as sobre como mediar tais conflitos. O objetivo é fomentar a reflexão dos jovens e educadores sobre o respeito às diferenças como um elemento essencial para a construção de uma cultura de paz.

“Colcha de Contos da Maré” – O programa atravessa diferentes lendas e contos que habitam o Complexo da Maré, formado por 16 comunidades no Rio de Janeiro, em uma ficção ambientada nos anos 1970 e inspirada em fatos reais e fantásticos. Resultado de pesquisas na própria comunidade, paisagens sonoras da época e construção coletiva do roteiro, o programa está centrado na história do nascimento do porco com cara de gente.

“Contos Ciganos: A Roda de Fogo e o Desafio da Princesa” - Livremente inspirado na narrativa e mitologia de um grupo cigano Kalon, que circula pelo Estado de Mato Grosso há mais de 100 anos. Adaptado à linguagem radiofônica, a obra ganha vida, já que a marca da cultura cigana, ágrafa, é a oralidade.

“Descarrilamento Sônico” – Os jovens músicos brasileiros e suas influências em um formato de viagem de trem. Este se "descarrila" em distintas estações do país onde os apresentadores abordam, em formato de entrevista, seis bandas independentes e um produtor cultural que falam das novas formas de produção de música contemporânea e da absorção de culturas locais e globais nas suas composições.

“Dia Mundial do Rock de Barra do Uma” – Em 2004, três jovens moradores de São Sebastião – SP estavam entediados com a falta de opções musicais e antenados no evento Live Aid, que reuniu grandes nomes do rock mundial e arrecadou fundos para a população africana faminta, marcando na história o dia 13 de julho como Dia Mundial do Rock. Resolveram então fazer uma festa para celebrar a data, tocar e se divertir sem precisar se deslocar para outras cidades. E hoje o Dia Mundial do Rock de Barra do Una ganha destaque, fazendo parte inclusive do calendário turístico da cidade.

“Diversidade Cultural – Na Contramão do Crack” – Realizado a partir dos depoimentos de três jovens que sofreram com o vício em crack e que atualmente vivem em abrigos na cidade de São Paulo.

“Diversidades do Rosário” – A devoção a Nossa Senhora do Rosário, os ritmos, os lamentos, as orações e os cantos dessa tradição religiosa. A partir das vivências, falas e memórias dos integrantes da Guarda de Moçambique Nossa Senhora da Guia (Santa Luzia – MG) são mostradas as diferentes versões da origem dessa manifestação religiosa. Uma tradição secular no estado de Minas Gerais, que diante das "urgências" do mundo contemporâneo resiste enquanto necessidade de afirmação da fé e da cultura do povo negro.

“Dona Militana: A Voz Que Conta e Canta a Nossa Cultura”- Uma narrativa real que conta a história da maior Romanceira do Brasil: Dona Militana, que guardou séculos escritos em sua memória e com uma voz peculiar cantou romances medievais sobre reis, princesas, amores impossíveis e guerras. Romances e relatos se entrelaçam neste documentário, construindo um produto sonoro sobre a vida e a obra da Cancioneira do Sítio Oiteiros, no Rio Grande do Norte.

“Eclipse Anelar” – Baseado na história real de Carolina Brígida Leite – a vó Carlota, tataravó da autora – , conta, em forma de cordel, a história do sequestro da índia Kokuí e do fazendeiro Mandarino. O pano de fundo é o Vale do Paranapanema (São Paulo), no ano de 1890.

“Embaixo da Rua Coragem” – A história daquela moça que fugiu de casa com o namorado, engravidou e recebeu a visita da irmã depois de um ano. Rosa é a moça, Clara é a irmã. Cada uma tem um jeito de pensar felicidade, mas Clara esquece que sorriso não é coisa que se compre. Inspirado em fatos reais.

“Era Uma vez” – Em visita a familiares, um modesto adolescente do interior mineiro viaja pela primeira vez a São Paulo dos anos 1970. Embora breve, esta experiência o marcará para sempre ao proporcionar à sua pacata vida de interiorano um vertiginoso choque com o moto-contínuo da metrópole, entranhado mesmo em seus parentes.

“Euclides na Cidade” – Euclides desembarca sozinho em Cidade, sem nenhum documento, nenhuma memória. Com apenas um endereço em mãos, sua jornada é uma busca por identidade.

“Filhos da Liberdade” – Filhos da Liberdade conta a história de resistência afro-descendente do Bairro da Liberdade, em São Luís do Maranhão, por meio de quatro grupos culturais que a partir da origem da religiosidade de matriz africana trabalham a interface da tradição e da modernidade no cotidiano da comunidade e principalmente da juventude. Mostramos o trabalho continuado desses grupos no Bairro da Liberdade e de que forma contribuem para a formação política, social e cultural dos jovens da comunidade.

“Grito Ribeirinho” – Uma viagem pelas ilhas da parte Sul de Belém, no Pará. Ao som de trilhas regionais, ribeirinhos relatam as dificuldades e superações de várias décadas, ao viver da pesca e da extração de açaí, além de conviver com os piratas, as drogas, as doenças e a poluição que o rio leva da cidade para as ilhas. No programa, a Amazônia grita, grita alto para se fazer ouvir. Uma voz que clama por dignidade.

“Guarda-Roupa” – O conflito entre os pais e o filho homossexual. Ao chamar um colega para estudar, são pegos em flagrante. Em espaços diferentes e tempos que antecedem e sucedem o flagrante, encontram-se diálogos ásperos e dolorosos. A peça, uma adaptação do conto “Conteúdo”, de Luís Dill, se desdobra em três blocos que buscam formas diversas de narrativa.

“Homem Com Homem Não Vira Lobisomem Nem Mulher Com Mulher Vira Jacaré” – Seis pessoas falam sobre a descoberta da homossexualidade e contam como foi esse período de desordem interna e confusão de identidade, deixando que o ouvinte acompanhe o delicado e doloroso processo de sentir-se diferente. É um documentário sobre o amor que ousa, sim, dizer seu nome.

“Mãe e Guerrilheira” – Quatro mulheres que combateram a ditadura militar no Brasil se lembram de um tempo que, para elas, não passa nunca mais.

“Mandioca Quilométrica” – “Mandioca Quilométrica”, de Franklin Cascaes, é um conto de pescador onde Primo Nazário, morador da Ilha do Campeche (Florianópolis), encontra em sua roça de mandioca dois filhotes de tatu. Depois de criados, os tatus somem da ilha e são encontrados na praia, a um quilômetro de distância. Uma raiz de mandioca está no centro deste mistério.

“Manos de Alá” – Uma outra visão do islamismo pela ótica dos brasileiros que aderiram a essa religião.Realizado a partir de depoimentos de brasileiros convertidos, inclui orações e cantos islâmicos de domínio público em mesquitas e mussalas do centro e periferia de São Paulo e outras cidades.

“Na Onda da Música, Uma Nova Realidade” – Os projetos musicais realizados nas periferias de Brasília, mostrando que é possível ser promotor de cultura e a partir dela modificar sua estrutura de vida. O programa também tem a intenção de conscientizar os jovens de que cultura não é só o que é consumido nos grandes centros, mas principalmente o que é produzido pela maioria, ou seja, o povo.

“Não Deixo o Meu Cariri” - A história da música na Região do Cariri cearense e sua diversidade cultural, suas influências primitivas, a cultura popular e sua contemporaneidade musical. A obra visa fortalecer a história de um povo usando a música como instrumento de educação e acesso à sabedoria popular.

“Nós Por Nós” – Concebido para deixar as pessoas falarem de si mesmas e do lugar onde vivem, o programa acompanha uma viagem pelo vale do rio Moxotó. Trata-se de uma jornada poética ao interior de um espaço onde lembranças, expectativas, realidades e sonoridades são superpostas para revelar um pouco da alma, das lendas e dos anseios do povo da região.

“O Sacy na Vila Esperança” – Este nosso Sacy é um ser encantado que nasceu num pé de pequi… Pois é! Sacy goiano nasce é no pequizerio. Suas as aventuras atravessam o tempo para contar suas brincadeiras com os índios Goyá, a cultura que aprendeu com os africanos e como, com o português, ele vira um menino comum. Um dia, no entanto, encontra um lugar mágico chamado Vila Esperança, um espaço pluricultural onde pode ser ele mesmo.

“Os Jovens a Rima e o Repente” – Com música e poesia ao ritmo do côco-de-embolada, Os Jovens a Rima e o Repente revela o talento de Edemilton de Melo Oliveira e Francisco Aldo Azevedo, dois jovens da cidade de Boa Vista, capital do Estado de Roraima, que formam a dupla de emboladores Buriti e Bacaba.

“Os Muitos Nomes do Divino: a Religiosidade na Metrópole” – Todas as semanas, milhões de paulistanos se reúnem numa mesma busca. Os seus diferentes ritos, cantos e crenças falam muito de suas origens, suas histórias de vida e da força de suas comunidades. Esses ritos são parte importante da riqueza cultural e étnica da cidade. Os Muitos Nomes do Divino: a Religiosidade na Metrópole é uma homenagem à diversidade religiosa de São Paulo e à fé de seu povo.

“Os Tons do Hip Hop” – As falas de mulheres que atuam no Hip Hop carioca. Elas se expressam através deste movimento cultural que vem há anos cativando uma parcela significativa da juventude no município do Rio de Janeiro.

“Pablo” – Pablo é um garoto de sete anos que acaba de ficar cego. Em meio às dificuldades que enfrenta para se adaptar à sua nova condição, ele sente muito medo do silêncio. Em um final de semana no sítio de sua avó, ele aprenderá não só a lidar com seu medo como também a aprenderá a construir o mundo ao seu redor através dos sons.

“Pagode Mimbó” – A história do Pagode do Mimbó, uma prática cultural que mistura dança e paródias originária da comunidade Mimbó, que fica a 18 km do município de Amarante, no Piauí. Os depoimentos revelam a importância desta manifestação cultural que é considerada a mais importante expressão do povo Mimbó, uma das mais antigas comunidades quilombolas do Piauí.

“Pedro Preguiça e As Três Caras da Morte” – Pedro é um pobre malandro, boa gente, preguiçoso e jogador de baralho que, certa noite, ajuda um velho andarilho. Agradecido, o velho revela ter poderes divinos e concede-lhe quatro pedidos. A princípio, os pedidos de Pedro parecem descabidos, mas ele irá se valer deles em seus encontros com aquela que não descansa, nunca se atrasa, não come e não bebe – a Morte.

“Pescando Sonhos” – A viagem do jovem Tião Poeta, que vive um conflito entre os valores herdados de sua família e a realidade da comunidade onde sempre viveu – a Ilha de Santa Catarina –, em um mundo impactado por constantes transformações como o turismo desenfreado, a especulação imobiliária e a cultura de consumo. Mas, ao empreender uma viagem iniciática pelo Brasil, ele irá se transformar totalmente.

“Poetas da Terra” – A importância da poesia matuta e da música de raiz como patrimônio cultural, bem como o papel da declamação como instrumento de preservação desse patrimônio. O radiodocumentário aborda detalhes do trabalho realizado pelo espetáculo “Sertão de Cabo a Rabo” e fala sobre a importância da dupla caipira Zé Mulato e Cassiano para a cultura popular.

“Protagonismo Juvenil, e aí?” – O que pensam os jovens? Como eles atuam? O que é protagonismo juvenil? Estes e outros temas são tratados a partir de uma roda de conversa entre jovens da região de Piracicaba. Militantes dos movimentos negro, ambientalista e do hip hop trocam uma ideia sobre o que é viver com vinte e poucos anos de forma comprometida com seus ideais.

“Rádio Vitrola” – A Rádio Vitrola foi a primeira radio comunitária de São Caetano do Sul, e uma das pioneiras na região do Grande ABC. Nos três anos em que permaneceu no ar, de 1996 a 1999, marcou uma fase de grande efervescência cultural na região, potencializando a musica independente e estabelecendo links entre artistas e a comunidade local. A Rádio Vitrola possibilitou uma intensa troca de conhecimento, além de ter sido o primeiro contato de diversas pessoas com o universo radiofônico.

“Saravá Som: o Sagrado e o Profano nas Músicas de Terreiro” – Denominados de pontos cantados, os cânticos de Umbanda fazem da música um elemento fundamental para esta religião. Partindo desta musicalidade religiosa, o programa evidencia e problematiza a relação entre a música umbandista e a MPB. Ao confrontar gravações de músicos de terreiro e de artistas da música popular brasileira, o radiodocumentário registra o trânsito musical entre os terreiros e os palcos e gravadoras.

“Solar dos Príncipes” – Baseado no conto homônimo de Marcelino Freire, mostra com humor e ironia a tentativa que um grupo de jovens estudantes negros faz de entrar em um condomínio de classe média para documentar como as pessoas ali vivem.

“Trem Tan Tan” – O Trem Tan Tan é um grupo musical formado por cidadãos com sofrimento mental do Centro de Convivência de Venda Nova (MG). Nascido há 10 anos a partir de oficinas de percussão ministradas pelo músico Babilak Bah, o grupo agrega histórias que são verdadeiros exemplos de vida. Através da fala e da música dessas pessoas o programa aborda a formação artística como mecanismo de restabelecimento da autoestima, ganho de consciência cidadã e principalmente obtenção de autonomia, afirmando o valor da diversidade cultural e da necessidade da promoção do respeito ao ser humano.

“Tribos Urbanas” – A adolescência é uma fase de muitas transformações físicas, psicológicas e sociais. Nesse contexto surgem as tribos urbanas, micro grupos de interesses comuns, que atuam como norteadoras para o sujeito contemporâneo que é movido pela condição de desamparo. Tribos Urbanas traz os coloridos, os cosplayers, os góticos e os emos, expondo suas opiniões, enquanto o especialista Marcus Horácio Gomes Dias oferece um parecer teórico e antropológico sobre este fenômeno pós-moderno.

“Vozes de Sampa” – As vozes de pedintes, vendedores ambulantes, feirantes, pregadores e outros personagens das ruas e espaços públicos de São Paulo. Embora frequentemente ignoradas no ambiente ruidoso da metrópole, essas vozes são uma importante expressão do cenário social, dos muitos sotaques e da diversidade cultural e étnica da cidade.

Serviço:

Mostra Nossa Onda

apresentação de 52 trabalhos radiofônicos inéditos

http://culturadigital.br/nossaonda.

17 a 19 de junho de 2011 (sexta-feira a domingo), em diversos horários

Cinemateca Brasileira – Largo Senador Raul Cardoso, 207 – Vila Mariana – São Paulo –

(11) 3512.6111

Entrada franca

Informações a Imprensa:

Bia Gomes – nossaonda – (11) 5084.3252

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